Sou tudo aquilo que anseio e creio ser, tudo o que não desejo nem creio ser, tudo que deixei e penso ter largado, tudo que não consigo ser e não alcanço, tudo que sou, não quero ser e não consigo abandonar;
e, igualmente, sou tudo aquilo que os outros pensam que sou e querem que eu seja, mais: tudo que não acreditam e não querem que eu seja ou venha a ser.
Eis-me além de Ser: sou continuum em estar perpétuo entre o nada e o tudo, ambos vastidão e mistérios. Em Estar buliçoso, já me encontro nas intempéries do introspectivo quimericamente permitido à construção: construído, se montando, sendo moldado e se forjando eternidade de ter um pouco de todos e estar contido bocadinhos em cada um, sempre insatisfeito.
Guloso, quero expansão. Experimentar é mais que portas para os sentidos, é os corredores por que concebo a Permissibilidade em permitindo. Mosaico, canto, danço, pinto, esculpo, em nuances, a beleza da diversidade em cada traço que me é comum, estranho, extravagante, pitoresco, burlesco, tosco, singelo, pulsante, pujante aprovado ou rechaçado. Estou além de alegoria de Vida, sou releituras de existências em Existência.(...)